agosto 19, 2008
Fenómeno Phelps
Os chineses andam todos satisfeitos com as medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos. Mas vejam só por quem eles perdem a cabeça na praça de Tiananmen.
julho 31, 2008
Sugestão para hoje
"(...) o Messias está em cada um de nós e não num salvador supremo".
Abrir a penúltima página do Público e ler o artigo de Esther Mucznik.
julho 29, 2008
julho 25, 2008
Rendição
O sucesso da visita de Obama à Europa tem um significado: os povos europeus olham para a América desejosos por uma inspiração. Pedem-lhe esperança. Uma mensagem. Uma resposta.
É ver as multidões a ouvir Obama. Os jornais. As televisões. Os blogues. A Europa está mortinha por ouvir um americano assim. Como no passado, vê nele a solução. Nele deposita o que de mais íntimo se pode oferecer: A fé. Um europeu faria tudo para ter um americano como Obama. Votava nele se pudesse. É a rendição total. Já se sabia, mas impressiona sempre.
Vontades
Os alemães gostavam de ter um presidente americano. De acordo com as sondagens até estariam dispostos a votar nele.
julho 24, 2008
Hergé em entrevista
O grande Hergé, numa entrevista feita nos anos 50. Até uma visita aos estúdios é feita.
julho 23, 2008
Às voltas com o petróleo

Gas, Edward Hopper, 1940.
Depois de várias semanas com o preço a subir, agora é a vez de descer.
julho 22, 2008
Nada
Este governo chegou em 2005 prometendo mais emprego: o desemprego sobe de dia para dia; mais crescimento económico: as projecções são de quebra e travagem; um défice abaixo dos 3% do PIB: o abrandamento económico trava impostos e ameaça défice.
No que toca ao défice das contas públicas é preciso não esquecer que este governo nunca se preocupou verdadeiramente em fazer descer a despesa. Assim sendo, já se sabia que os resultados obtidos em 2007 eram artificiais: baseavam-se unicamente na receita, nos impostos. Mais pobres, os cidadãos em 2008 e 2009, já não podem, não conseguem, pagar o sucesso fiscal do Eng. Sócrates.
Tudo indica que cheguemos a 2009 com uma mão cheia de nada. Fica a pergunta: O que esteve o governo a fazer este tempo todo?
julho 18, 2008
julho 16, 2008
O respeito pelos mortos

A troca dos corpos dos dois soldados israelitas pelos 5 prisioneiros libaneses, mais os corpos de 185 combatentes libaneses e palestinianos, não é um sinal de derrota, conforme o Hezbullah quer fazer querer. É antes o sublinhar do valor sagrado que a cultura ocidental sempre deu ao corpo dos que tombaram em combate. Que ninguém fica para trás, vivos ou mortos, porque o que está em causa não é a vida, mas a pessoa. O que ela foi para os seus e, acima de tudo, o que podia ter sido. O que nunca se vai concretizar. Nunca vai acontecer. As oportunidades perdidas e desperdiçadas. O respeito pelo corpo é uma homenagem, um agradecimento e uma admiração.
julho 15, 2008
Livre associação
A nova guerra na Ordem dos Advogados vem demonstrar, uma vez mais, que a solução está na liberdade de associação. A possibilidade de cada advogado se associar como quiser, com quem quiser, nas condições e nas formas que entender. A profissão mais livre que um homem livre pode exercer exige que se confie no discernimento daqueles que a professam.
julho 11, 2008
Debate na Rádio

Estarei hoje novamente na Rádio Europa, num debate político com Bernardo Pires de Lima e a moderação de Paulo Pinto Mascarenhas e Antonieta Lopes da Costa.
Os temas em discussão são os seguintes:
Arrasador: documento da Sedes, organização liderada pelo ex-ministro das Finanças Campos e Cunha, critica duramente o Governo e diz que o Primeiro-Ministro já está em campanha eleitoral. Depois de 3 anos de alguma coragem política e de tentativas de reformas, pode deitar tudo a perder. Será novidade?
Fogo que arde e se vê: Lisboa voltou a arder na zona histórica da Baixa, por causa de um prédio devoluto, há muito emparedado. De quem são as responsabilidades? Do proprietário ou da falta de fiscalização da Câmara Municipal? Estarão os lisboetas condenados a viver ao lado de autênticos barris de pólvora?
Perigos no Médio Oriente: será de levar a sério a ameaça do Irão em pôr Telavive em chamas? E o que se pode esperar da fraqueza de um governo Olmert a prazo, com o endurecimento da retórica de parte a parte? Teremos guerra em breve, e logo numa altura de campanha eleitoral nos Estados Unidos? A quem pode beneficiar este estado de coisas?
Para ouvir hoje, 6ªf, 11 de Julho, às 19h e no Domingo, 13 de Julho, às 11h e novamente às 19h.
julho 10, 2008
julho 09, 2008
julho 07, 2008
O fim?
Assistimos às entrevistas que José Sócrates e Manuela Ferreira Leite deram à televisão na passada semana e deparamos com a impotência. Não há dinheiro, a crise internacional atrofia-nos, não se podem subir os impostos e nenhum dos dois se arrisca a fazer cortes na despesa.
O país tem um problema estrutural grave que não quer resolver. Um problema que é reconhecido por todos desde 2001 (já lá vão 7 anos) e que nos está a empobrecer lentamente. Hoje somos mais pobres que em 1998. Estaremos ainda mais pobres em 2018. E por aí em diante, por cada década que for passando.
Esse problema estrutural não é só económico e financeiro. É também político e social. Político, porque o sistema político actual, em que os deputados são escolhidos nas sedes dos partidos e eleitos ao magote, premeia, salvo raras e honrosas excepções, a mediocridade quando não mesmo a nulidade política. Social, na medida em que o segredo de quem pretenda subir de forma segura na carreira política é falar pouco, nunca assumir o que pensa, para não ferir susceptibilidades e não se comprometer. A esperteza ensina muito rapidamente que a forma de estar sempre do lado do poder é não dar nas vistas. Aparentar ser uma nulidade é o segredo do sucesso.
A falta de motivação política dos melhores, de que tanto se fala, está aqui.
Esta análise não é pessimista, mas realista. Não haja ilusões que o único meio de dar a volta por cima é governar de forma diferente. Com reformas duras e difíceis, mas indispensáveis se quisermos ter uma vida melhor.
É verdade que essas ditas reformas duras e indispensáveis, representam um enorme custo eleitoral. A pergunta, no entanto, que se coloca é se podemos considerar credível quem esteja disposto a vencer eleições para tapar depois o sol com a peneira.
Cada povo tem o governo que merece. Este ‘post’ intitula-se ‘o fim’, mas na forma de uma pergunta. Porque, apesar de todos os problemas, a resposta ainda está do nosso lado.
julho 04, 2008
Esta solidariedade é estúpida
Num país com o défice das contas públicas à espreita, impostos altíssimos, em que metade da população tem como garantido um emprego eterno e a restante encontra-se desempregada, com emprego precário ou no meio de uma concorrência desenfreada, os prejuízos da TAP, noticiados hoje pelo Público, são a cereja em cima do bolo.
Faltam apenas informações sobre a RTP, a Caixa Geral de Depósitos, a CP, o Metropolitano de Lisboa (a quem o Tribunal de Contas puxou as orelhas há poucas semanas) e por aí fora, para que a festa seja de arromba.
Aguentar isto não é ser solidário. É ser estúpido.
julho 03, 2008
Luz e sombra

Amesterdão é também a sombra fresca, apesar da luz intensa. E água. Água com barcos e casas nas ruas.
julho 01, 2008
Estrategicamente falidos
O programa ‘Prós & Contras’ é engraçado. O que mais se ouve, em qualquer das suas edições, são as expressões ‘parceria estratégica’, ‘sector estratégico’, ‘perspectiva estratégica’ e por aí fora, desde que a palavra ‘estratégia’ ou qualquer sua derivada esteja metida ao barulho. Parece que estão a discutir o ‘Risco’ ou o ‘Diplomacy’, mas não. Referem-se ao nosso país, às nossas vidas e mexem com o nosso dinheiro.
Portugal anda há décadas à procura de uma nova estratégia. Foi o caminho de ferro, depois África, a seguir a Europa que nos permitiu pagar as auto-estradas, os pavilhões multi-usos e por aí fora. Finda esta brincadeira, que nos tornou um país (aparentemente) moderno, mas falido, estrategicamente falido, os sonhos febris continuam nas ilustres cabeças dos que vão debitar chavões naquele programa.
Sonha-se com um TGV, num empreendimento à grande de encher bolsos e enganar papalvos, quando nem Leiria tem uma ligação ferroviária de jeito e uma deslocação a Viseu só é realizável por estrada a gastar combustível. Discute-se um novo aeroporto para Lisboa (que nunca vai ser feito – fica aqui o registo) só porque descobriram que é essencial ter uma cidade aeroportuária. A 50 kms da capital (que não é Londres, nem Paris, nem sequer Madrid) e com um estuário com cerca de 350km2 de área molhada no meio.
Cabeça baixa e um pouco de humildade é o que se pede. Algo difícil num país minúsculo que sempre se perdeu em grandezas.
junho 30, 2008
A ASAE não estava lá

Uma loja em Amesterdão, na noite de 8 de junho.

E na manhã seguinte. A mesma cidade, a mesma loja. Um certo sentimento de liberdade. Da liberdade comezinha, mas saborosa.
junho 27, 2008
Petróleo: a oferta ainda mexe
O Kuwait anunciou esta semana que se propõe aumentar, durante o ano de 2009, a extracção de petróleo em 300 mil barris diários. Tal aumento acarreta inúmeros investimentos, a que se somam a quantia de 55 mil milhões de dólares, repartidos nos próximos 5 anos, em projectos que visam aumentar ainda mais a capacidade extractora daquele país.
Estes dados são muito interessantes quando por todo o lado se fala da necessidade em encontrar alternativas ao petróleo. Se o mundo procura outras fontes de energia, por que razão o Kuwait insiste em gastar mais e mais dinheiro na extracção de um produto do qual os compradores procuram fugir?
Existem várias explicações. Entre elas está a vontade de o Kuwait aproveitar as enormes quantidades de dinheiro que estão a entrar nos seus cofres para fazer investimentos que lhe permitam, mais tarde, extrair petróleo de poços de acesso mais difícil, não sofrendo, dessa forma, quebras na sua extracção. Mas existe outra razão que é fazer baixar o preço. Com a subida constante do custo do petróleo, os países ocidentais pensam em alternativas possíveis. Com a possibilidade de o petróleo atingir os 150 ou até mesmo os 200 dólares, outras fontes de energia poderão ser atractivas, no que se traduziria num duro golpe para a economia do Kuwait.
É a eventualidade de um investimento ocidental em energias alternativas que o Kuwait quer desmotivar. Para isso, terá de vender petróleo mais barato, aumentando a produção, num aumento que vem ainda demonstrar como o peak oil está longe do seu horizonte. Estamos a assistir a um outro elemento na busca do novo equilíbrio petrolífero: Depois do aumento da procura, é o lado da oferta a reagir.
junho 26, 2008
A força das palavras
Lincoln ficou aborrecido com o seu discurso. Os aplausos foram poucos ou nenhuns e o presidente sentia ter falhado num acto (a maior inauguração daquele cemitério) que era da máxima importância. O discurso de Gettysburg foi tão rápido que o fotógrafo de serviço não teve tempo para preparar a máquina.
junho 25, 2008
A fasquia subiu
Aquando do anúncio da candidatura de Manuela Ferreira Leite à liderança do PSD, o que se pedia era que a ex-ministra das finanças retirasse a maioria absoluta ao PS. A vitória era possível (tudo o é), mas não esperável. Agora, com a crise económica e o mal estar social a acentuarem-se dia para dia, já se perspectiva uma vitória do PSD. Sem que a mesma o pedisse, muito menos o percebesse, a crise subiu a fasquia de Manuela Ferreira Leite.
Ao contrário do que inicialmente sugeriu Pacheco Pereira, o PSD não está apenas a lutar pela sua credibilidade. Isso era fácil e punha a pressão toda do lado do PS. Com a “emergência social” na ordem do dia, o PSD vai ter de fazer das tripas coração para vencer.
junho 20, 2008
Regresso à Rádio

Hoje estarei de novo do Descubra as Diferenças da Rádio Europa. A gravação foi esta manhã. Os temas são os seguintes, com uma pitada de futebol:
A Câmara Municipal de Lisboa continua a trazer-nos surpresas: a última passa pela moção de censura ao vereador Sá Fernandes por causa da polémica cedência da Praça das Flores à marca automóvel Skoda. E a alegada "privatização" dos jardins públicos de Lisboa continua a dar origem a opiniões contraditórias e debates bem acesos.
O "dia seguinte" na vitória do "Não" no referendo da Irlanda. Que se segue? Novo referendo? Negociações específicas com a Irlanda? Que futuro para o Tratado de Lisboa?
A instabilidade social continua, agora com os buzinões que começam a multiplicar-se, bem como as revoltas dos agricultores. Será o PS ainda capaz de repetir a maioria absoluta em 2009?
Depois das "directas" que levaram Manuela Ferreira Leite à liderança do PSD vem aí o congresso do partido, para enquadrar a nova situação. Em antecipação do congresso discute-se se todas as tendências social-democratas estarão apaziguadas...
Opinião livre e contraditório com Paulo Pinto Mascarenhas e Antonieta Lopes da Costa. Os convidados da semana são André Abrantes Amaral e Nuno Amaral Jerónimo. descubraasdiferencas@radioeuropa.fm.
6ªf, 20 de Junho- 19h
Domingo, 22 de Junho- 11h/ 19h







